quinta-feira, 27 de agosto de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Um certo olhar....(Rio de Janeiro)





Ângulos da cidade maravilhosa...
( Confeitaria Colombo - Forte de Copacabana)

Não precisa de sol para ser bela.
Cada vez que passo pelo Rio, vejo uma cidade diferente...
O Flamengo virou o bairro favorito.
E na Lapa, as ruas, mais do que os interiores.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Quando uma roupa tenta falar...




Meu querido companheiro...

Ontém fiquei sem o Chico...

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinicius de Moraes

A poética do vestido...



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Enfim a lojinha!



http://www.elo7.com.br/lucotinha/

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Na macieira brotou um poema.


A Noite na Ilha

Dormi contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo,
em cima como ramos que um mesmo vento move,
embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias,
quando sem te enxergar naveguei a teu lado
e teus olhos buscavam o que agora - pão,
vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos,
porque tu és a taça que só esperava
os dons da minha vida.
Dormi junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos,
de repente desperto e no meio da sombra meu braço
rodeava tua cintura.
Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.

Pablo Neruda

Oba, lojinha!